Introdução da tecnologia para aterrar o neutro – SÉRIE INOVAÇÕES DA SENIOR

16 de março de 2018 - 7 minutes read

Inovação:

Introdução, no Brasil, da tecnologia de aterramento do neutro por meio de resistor de alto valor (RAVO).

Até o final da década de 80 do século 20, os sistemas elétricos industriais com tensão igual ou inferior a 1000V (380V/440V/460V/480V/690V) no Brasil, USA, Canadá e Ásia, eram aterrados solidamente, o que provocava, durante um curto circuito fase terra, arcos elétricos que produziam severos ferimentos e óbitos nos profissionais da eletricidade, além do desligamento do sistema. Os arcos elétricos provocavam também a destruição dos painéis e componentes elétricos, com paradas produtivas de longa duração.

A partir da introdução do sistema com neutro aterrado com resistor de alto valor, este quadro mudou drasticamente, com eliminação dos inconvenientes apontados e incluindo-se a possibilidade do sistema elétrico operar de forma segura com um curto fase-terra durante um período de tempo suficiente para serem tomadas medidas para manutenção corretiva e reparo dos componentes danificados.

A SENIOR Engenharia tem orgulho de ter introduzido esta tecnologia no Brasil, que tem poupado vidas e contribuído para a segurança operacional e êxito das industrias.

Os primeiros artigos escritos no Brasil de sua divulgação foram os dois artigos da SENIOR abaixo.

Atualmente praticamente todos os sistemas elétricos industriais de porte, no Brasil, utilizam esta tecnologia. A SENIOR também iniciou a fabricação deste dispositivo, a partir do início da década de 90, tendo realizado importantes contribuições para a evolução de sua tecnologia. As figuras abaixo, extraídas de artigos do IEEE da década de 70 e 80, mostram os danos causados por arco elétrico em bandejamento e conjuntos de manobra de baixa tensão, de 480V.

aterrar o neutro com ravo

Artigos publicados: “Aterramento do neutro por resistor de alto valor”, e “Menos paralisações e maior segurança pessoal nos sistemas de BT”. 

Órgão de publicação: Eletricidade moderna, julho de 1989, e dezembro de 1992, respectivamente.

ENTRE EM CONTATO

A SENIOR Engenharia realiza diversas pesquisas em suas áreas de atuação, objetivando fazer trabalhos com qualidade e eficácia. Saiba mais sobre os estudos técnicos disponíveis no portfólio da empresa, ou leia abaixo o início do primeiro artigo publicado pelo nosso professor e engenheiro Paulo Costa sobre o assunto.

 

Aterramento de neutro com resistor de alto valor

Uma solução que reúne as vantagens do sistema isolado e do sistema fortemente aterrado, suprimindo quase todas as desvantagens de ambos — esta é a razão pela qual o sistema de aterramento do neutro através de resistor de alto valor vem sendo cada vez mais adotado no exterior, em instalações industriais, embora seja ainda pouco conhecido no Brasil.

Eng. PAULO FERNANDES COSTA, professor do Departamento de Engenharia Elétrica da Universidade Federal de Minas Gerais e consultor da Senior Engenharia.

A alimentação de equipamentos elétricos na faixa de tensão de 440 V a 1000 V, principalmente 440 V (também conhecido como 460 V e 480 V) é muito comum em indústrias de grande, médio e mesmo pequeno porte.

Uma das questões fundamentais levantadas na implantação e funcionamento destes sistemas elétricos é a que trata da forma de aterrar o neutro. Qual deve ser a forma de aterramento? Neutro isolado? Fortemente aterrado? Aterrado com reatância? Com resistor de alto ou baixo valor?

A seguir são analisadas as três formas mais comuns de se aterrar o neutro, ou seja, neutro isolado, neutro fortemente aterrado e neutro aterrado com resistor de alto valor. São comparadas as vantagens e desvantagens de cada esquema, sendo oferecida ainda uma visão — passada, presente e futura — do assunto. Deve ficar claro que as considerações são pertinentes a sistemas na faixa de 440 V a 1000 V, não devendo ser inteiramente extrapoladas para sistemas de tensões diferentes.

SISTEMA ISOLADO (PASSADO)

O sistema denominado isolado (na verdade aterrado via capacitâncias) foi inicialmente utilizado, com o pensamento de que poderiam ser obtidas as seguintes vantagens:

  • corrente de falta à terra desprezível e, portanto, sem danos aos equipamentos;
  • segurança pessoal aumentada, no caso de contato de uma pessoa com uma fase viva;
  • não seria preciso desligar o sistema por ocasião de uma. primeira falta à terra, isto é, haveria continuidade de servico nesta situacão.

Entretanto, a experiência no trato com o sistema isolado mostrou que:

  1. Um primeiro defeito à terra em uma fase, não desligado, provoca sobretensões transitórias (sobretensões fase— terra) de valores elevados nas outras fases, cujo resultado final é o rompimento da isolação. Desta forma, fica estabelecido curto duplo à terra, em locais e fases completamente distintos e imprevisíveis. Os danos e a área desligada neste caso são muito significativos.
  2. É muito difícil localizar o ponto de defeito sem desligamentos sucessivos dos circuitos alimentadores.

De uma forma geral, os inconvenientes do sistema isolado se tornam inaceitáveis, razão pela qual modificou-se a maneira de aterrar o neutro.

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