CONSULTORIA TÉCNICA PARA ACESSO À REDE BÁSICA E ÀS REDES DE DISTRIBUIÇÃO DE ENERGIA ELÉTRICA

2 de maio de 2019 - 10 minutes read

Acesso à rede básica (SE’S E LT’S A PARTIR DE 230 KV)

1- Portaria autorizativa – MME

A conexão ao sistema elétrico da Rede Básica (tensões iguais ou superiores a 230kV) de novas plantas industriais (Consumidores Livres) ou a migração de planta existente e em expansão está condicionada a uma Portaria Autorizativa pelo MME, de acordo com o Decreto 5597/2005.

Para obtenção desta Portaria Autorizativa, devem ser desenvolvidas as seguintes atividades, as quais podem ser suportadas pela consultoria técnica da SENIOR:

  • Estudos técnicos de viabilidade e competitividade de alternativas de conexão;
  • Apoio na abertura de processo autorizativo junto o MME;
  • Desenvolvimento de estudos elétricos de alternativas sob os aspectos de menor custo, seja considerando investimentos e perdas elétricas;
  • Elaboração de relatório do Estudo de Mínimo Custo Global, no padrão requerido pelo MME;
  • Apoio de acompanhamento de processo autorizativo junto ao MME.

 

2 – Solicitação de acesso – ONS

rede básica - como economizar energia elétrica?

Uma vez publicada a Portaria Autorizativa pelo MME, o consumidor deve realizar uma Solicitação de Acesso junto ao ONS, com o objetivo de obter um Parecer de Acesso no qual o ONS avalia as necessidades de ampliações e reforços na rede básica e determina os condicionantes para a conexão, em conformidade com os Procedimentos de Rede.

Para elaboração desta Solicitação de Acesso, devem ser desenvolvidas as seguintes atividades, as quais podem ser suportadas pela consultoria técnica da SENIOR:

  • Levantamento de informações para apresentação das instalações ao ONS;
  • Estudos sistêmicos de integração (curto-circuito e fluxo de carga);
  • Estudos de transitórios elétricos;
  • Estudos de qualidade de energia (harmônicos, estabilidade eletromecânica);
  • Consultoria e apoio em tratativas e reuniões junto ao ONS;
  • Elaboração do Diagrama Unifilar de Proteção e arranjo básico.

 

3 – Atividades complementares após a obtenção do parecer de acesso

As seguintes atividades complementares também do apoio técnico ofertado pela consultoria da SENIOR:

  • Apoio na celebração de contratos (CUST, CCT, Termo acordo com a Concessionária Transmissora);
  • Consultoria e apoio em tratativas e reuniões junto à ANEEL, ONS e Concessionária Transmissora;
  • Organização da documentação para fins de obtenção da Resolução Autorizativa junto à ANEEL;
  • Estudos elétricos complementares;
  • Estudos de campos elétricos e magnéticos gerados no ar em SEs e LTs, em atendimento à Resolução Normativa 398/2010;
  • Cadastro de Ativos junto à Concessionária Transmissora.

 

Acesso às redes de distribuição (SE’s e LT’s até 138 kV)

A SENIOR encontra-se também apta a fornecer apoio técnico aos seus clientes quando se tratar da conexão à rede de distribuição, especialmente:

  • Apoio nas tratativas de conexão junto à Concessionária de Distribuição;
  • Estudos de alternativas de conexão;
  • Estimativa de custos de conexão;
  • Condução das tratativas com as Concessionárias Distribuidoras;
  • Projetos Básico e Detalhados de SE´s e LT´s.

 

Estudos para leilões junto ao MME e à ANEEL

O MME, em determinados casos, tem delegado aos agentes a elaboração de documentação outorga de uma nova instalação a ser integrada à Rede Básica. Estes documentos, denominados relatórios R2, R3 e R4 visam subsidiar a realização de leilões pela ANEEL – Agência Nacional de Energia Elétrica.

No relatório R2 é realizado um detalhamento técnico da alternativa de referência, no relatório R3 é documentada uma caracterização e análise socioambiental do corredor selecionado para o empreendimento, e, por último, a definição dos requisitos do sistema circunvizinho de forma a se assegurar uma operação harmoniosa entre a nova obra e as instalações existentes, são documentado no relatório denominado R4.

A SENIOR oferece aos seus clientes serviços para elaboração dos relatórios R2, R3 e R4, que incluem:

  • Consultoria e apoio em tratativas junto aos concessionários e detentores de ativos;
  • Avaliação de localização das novas instalações;
  • Desenvolvimento de traçados de Lts;
  • Estudos socioambientais;
  • Estudos de transitórios elétricos;
  • Elaboração de Diagramas Unifilares de Proteção;
  • Elaboração de arranjos das subestações.

 

Considerações iniciais

Fase MME:

Uma visão da regulamentação que precede o acesso de um Consumidor Livre à Rede Básica pode ser entendida da seguinte forma:

  1. O Decreto 5.597, de 28/11/2005, da Presidência da República, regulamenta o acesso de consumidores livres às redes de transmissão de energia elétrica (Rede Básica). Este Decreto determina que as obras de acesso de novo consumidor deverão considerar o critério de mínimo custo global de interligação e reforços nas redes.
  2. O consumidor deve apresentar um Estudo de Mínimo Custo Global onde são analisadas alternativas de atendimento via sistema da Rede Básica ou via sistema de distribuição regional.
  3. No estudo são desenvolvidas simulações da operação dos sistemas elétricos de energia (fluxo de carga) e levantados os custos de implantação e/ou reforços nos sistema de distribuição de energia elétrica ou no sistema de transmissão (Rede Básica) e realizadas comparações econômicas das alternativas, incluindo perdas elétricas, conforme critérios e orientações do MME.
  4. Nesta fase, o produto principal é a emissão de um relatório específico para apresentação ao MME, colocando de forma clara e objetiva as análises realizadas, os resultados de simulações da operação do sistema elétrico (fluxo de carga) e levantados os custos de implantação e/ou ampliação do sistema elétrico de distribuição ou em linhas de transmissão de energia elétrica (Rede Básica), recomendando a opção de menor custo global.
  5. Após a avaliação do estudo pelo MME, é publicada uma Portaria Autorizativa concedendo o direito do consumidor de conectar-se à Rede Básica.

 

Fase ONS:

Uma visão sobre o processo de acesso de um Consumidor Livre à Rede Básica, conforme requerido pelos Procedimentos de Rede (fase ONS) – fase pós Portaria MME – pode ser entendida da seguinte forma:

  1. O ONS fornece ao acessante informações básicas sobre o sistema elétrico de interesse e disponibiliza os casos de referência do Plano de Ampliações e Reforços na Rede Básica – PAR ou do Plano Anual de Ampliações e Reforços de Instalações de Transmissão não Integrantes da Rede Básica – PAR para o acessante realizar os estudos de integração do seu empreendimento à Rede Básica.
  2. O consumidor fornece ao ONS as informações para a Solicitação de Acesso através de documentos específicos.
  3. O Consumidor Livre deve providenciar os estudos de integração de seu empreendimento à rede básica, abrangendo análises de fluxo de potência, estabilidade eletromecânica (no caso de presença geração própria), curto-circuito e os estudos específicos de qualidade de energia elétrica (harmônicos sistêmicos), conforme orientações do ONS.
  4. O Parecer de Acesso, o produto do processo, emitido pelo ONS, consolida as avaliações de viabilidade técnica do acesso solicitado e é parte integrante do Contrato de Uso do Sistema de Transmissão (CUST). A principal finalidade do parecer é analisar a capacidade disponível do sistema para atender o acessante e manter o atendimento aos demais agentes dentro dos requisitos de segurança, qualidade e confiabilidade, definidos nos Procedimentos de Rede.

 

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